União dos Operários Futebol Clube

 

 

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O amor do Sr. Leto Carosi (foto) pelo futebol, resultou na fundação do União dos Operários Futebol Clube, em 1º de Maio de 1917.

Outros fundadores do clube:

Manoel Lourenço; Francisco Ortelon; José Dotti; Roque Dotti; Américo Lassabia, Domenico Carosi,  Pasqual Auriquio; João Domiani; Antonio César Martins; Nicolino Braga e Benedito Monteiro.

Grande parte dos arquivos do clube se perdeu com o tempo. Fotos, troféus, certificados e muitas coisas que poderiam ajudar a contar sua história, somente agora estão sendo restauradas e preservadas pela atual diretoria.

Sabe-se que imigrantes italianos, ex-operários das Indústrias Matarazzo, e alguns feirantes se reuniram com o intuito de fundar o clube de várzea. Era um time sem grandes pretensões, que apenas procurava lazer e ocupação para matar o tempo.

Passado quase um século após sua fundação, o União dos Operários F. C. que antes era apenas um campo de futebol, se tornou um dos melhores clubes amadores de São Paulo.                 

Os sobrenomes de seus fundadores se confundem com a própria história da cidade no inicio do século. Tem Carosi, Lassabia, Dotti e Auriquio. Os nomes também eram pouco comuns. Tinha Domenico, Pasqual, Nicolino.

São Paulo era, ainda, uma cidade com muito verde, sem violência, onde nos bairros e vilas todos se conheciam e viviam em família.


Relíquia do União dos Operários FC: O time posado na foto mais antiga do clube.  


O Rio Tietê, então orgulho e cartão postal da cidade, abrigava em suas margens campos floridos, onde as famílias se reuniam em pic-nic. Em seu leito eram feitas as primeiras regatas de São Paulo e o remo era um esporte popular. Tão popular quanto a bocha, a malha e a bisca, jogo de cartas que os colonizadores italianos trouxeram para o Brasil.

E os clubes sociais foram nascendo às margens do rio límpido. O Espéria, então Clube da Floresta, o Clube de Regatas Tiete, o Corínthians Paulista, enfim, o rio se prestava como ancoradouro de sonhos e clubes.

E foi também às margens do Tietê que nasceu o União dos Operários Futebol Clube, cuja origem foi uma das fábricas da família Matarazzo.


Na década de 20, o União dos Operários FC já mostrava a sua força.


De preciso mesmo existe os nomes dos idealizadores do clube e a data de fundação, um 1º de maio do longínquo 1917.

"É difícil fornecer dados mais exatos, na época ninguém devia estar preocupado com essas coisas de memória", diz hoje Carlos Antonio Vinha, o Carlinhos.

Com orgulho, o ex- presidente Nicolino Braga (em pé, à esquerda), posa ao lado do time na década de 40.


Mas basta olhar pelas paredes da sede social do clube, ainda nas margens do Rio Tietê, no mesmo bairro do Belenzinho, para não ter nenhuma dúvida sobre a origem e a longevidade do clube: as fotos em craion ou sépia, emolduradas rusticamente, exibindo senhores com ares de aristocratas, testemunham silenciosamente um passado quase centenário.

E o União dos Operários é um belo exemplo dessa história, uma verdadeira "Várzea Nostra", ilustrada com fotos que parecem contar, sozinhas, o que se passou do inicio deste século até agora.


O gorrinho na cabeça fazia parte da indumentária de jogo. Este é um dos primeiros times do União.


Afinal, de um campo de futebol nas margens do Rio e das vielas e caminhos pelo mato que levavam até o "União", hoje existe um clube recreativo, com ginásio de esportes, quadras poli-esportivas, sede-social, salão de festas, quiosque, capela e o um campo que é o orgulho de seus freqüentadores:

"Foram mais de 220 caminhões de terra e areia, um ano e dois meses de obras, mas hoje temos um dos melhores campos da cidade. Com irrigação eletrônica, um gramado de fazer inveja", diz Dorival Fernandes, ex-presidente e que tocou, ao lado de dezenas de amigos, companheiros de diretoria, uma obra da qual todos se orgulham.

Do inicio do século até hoje a cidade mudou muito, o rio perdeu seu charme, a violência é temida por todos, mas o União parece não ter mudado tanto assim.


União dos Operários FC: A elegância dos seus jogadores é um detalhe conservado até hoje.


Afinal, um fim de tarde por suas alamedas e um dedo de prosa com seus freqüentadores, nos irá mostrar como é possível viver em família, entre amigos, como se fazia antigamente. Numa verdadeira Várzea Nostra, com sotaque e tudo.

 

 

 

 

 

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